
Diz, me diz
como não te amar
entretantos tantos,
de sim e não,
talvez-quem-sabe...
Como não te amar,
perdidos todos os freios,
essa presença fremente
antigas confissões ardendo
e ficas só, somente esperando
arriscado gesto arbitrário
beijo obsceno descarado
e fico só, somente esperando
infinitas sutilezas femininas insondáveis,
que me consomem...
Como não te amar
perdido noutro momento
perdido,
nessa permanência de pele e segredos,
no fim, um medo
dessa paixão tão doida
doída, travada e contida
que transborda o copo e pára,
perplexa,
na borda de toalha branca multicolorida
em perspectivas líricas
de inconfessáveis safadezas.
Ah!, mulher... me digas como...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Na busca da excelência aprende-se mais com os inimigos que com os amigos. Estes festejam todas nossas besteiras e involuímos. Aqueles, criticam até nossos melhores acertos e nos superamos.