Caio Martins
À Aparecida Maria Prado

(peña los hermanos – 04/1986. img:cvm - letícia/2007)
Não és como nós, meros mortais.
Pairas no espaço entre galáxias,
universos
pó de estrelas,
a escravidão dos planetas
e a placenta do gênesis.
Imóveis,
as tuas asas impalpáveis
silenciam no mergulho de teu vôo.
Implacáveis,
teus negros olhos negros
impenetráveis
como o infinito após o infinito
decodificam o planeta azul desgovernado.
Dilatam-se,
de alvoroço orgástico
até o mais puro gozo.
Brilham!
Astros esmaecem ante tanto brilho!
Contorcem-se
as tensas cordas do equilíbrio cósmico
no limiar da rotura.
Soam teu grito rapinante
teu soluço de fêmea
e a lua se encolhe de inveja.
Não! Não és como nós, meros mortais...
Sorris, então
e nos umbrais deste caos reordenado
teus negros olhos e cabelos
os buracos de teu corpo
tuas intensas nádegas e seios iridescentes
te denunciam frágil,
atingível
terna quinta cavaleira do apocalipse.
E nós, abobados, aplaudimos.
Pairas no espaço entre galáxias,
universos
pó de estrelas,
a escravidão dos planetas
e a placenta do gênesis.
Imóveis,
as tuas asas impalpáveis
silenciam no mergulho de teu vôo.
Implacáveis,
teus negros olhos negros
impenetráveis
como o infinito após o infinito
decodificam o planeta azul desgovernado.
Dilatam-se,
de alvoroço orgástico
até o mais puro gozo.
Brilham!
Astros esmaecem ante tanto brilho!
Contorcem-se
as tensas cordas do equilíbrio cósmico
no limiar da rotura.
Soam teu grito rapinante
teu soluço de fêmea
e a lua se encolhe de inveja.
Não! Não és como nós, meros mortais...
Sorris, então
e nos umbrais deste caos reordenado
teus negros olhos e cabelos
os buracos de teu corpo
tuas intensas nádegas e seios iridescentes
te denunciam frágil,
atingível
terna quinta cavaleira do apocalipse.
E nós, abobados, aplaudimos.
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Na busca da excelência aprende-se mais com os inimigos que com os amigos. Estes festejam todas nossas besteiras e involuímos. Aqueles, criticam até nossos melhores acertos e nos superamos.