25 de abr de 2009

BATALHA


Caio Martins
Para Cuca.











(img: cvm - fraulein- jul/2001)

Não haverá em mim temor
ao lutar as tuas guerras
mas não bastam
tua boca em meu pescoço
os dedos crispados em minha nuca
teu alento entrecortado
o corpo intenso
desmanchado em águas
espasmos
e silêncios...

Não, não bastam
teu cheiro em minha pele
teu deslizar macio
irresponsável, incoerente
imprevisível, imprudente
o candor de gestos tontos
teu olhar entorpecido
a timidez de teu beijo
teu suspiro cortante
teu arquejo
teu cansaço...

Não, nada basta
ante tua arteira resistência
quando agitas as bandeiras
de teus temores
e brandindo espadas invades
meu cenário de combates.

Não, não mais resisto...

Não quero mais lutar
por uma a uma de tuas roupas
como se fora uma batalha...

9 comentários:

  1. Maria Silvia25/4/09 23:56

    Mulheres dão um trabalho...

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    1. Sílvia, somente o que não serve para nada vem sem sacrifícios... tudo que é bom dá trabalho! Bjs.

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  2. Tem razão, damos trabalho mesmo, é da natureza feminina, tudo é muito interiorizado, tem que conhecer as manhas, saber jogar. Podem até reclamar, mas quando eles levam alguma trombada na vida, adivinha onde vem chorar... Por aí tem uma crônica a respeito.

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    1. "Tem de conhecer as manhas"... Essa, Talita, a parte difícil do jogo. E nada no mundo se compara a chorar as máguas num abraço generoso...

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  3. Conclusão sobre o clube da luluzinha aí de cima: as mulheres somente cedem quando têm razão...

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  4. Caio, vc é oda!!

    Lutas, tribulações, amores intensos, sofridos ... mas ao fim saudades tantas que vira arte em palavras!

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  5. Meu querido Pedro DaRos... Por aí! As mulheres que vivi seguem circulando pelas veias. Vez por outra, há que dar-lhes sentido, com palavras!

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  6. Vai negando do princípio ao fim, mas a mim não convence...

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Na busca da excelência aprende-se mais com os inimigos que com os amigos. Estes festejam todas nossas besteiras e involuímos. Aqueles, criticam até nossos melhores acertos e nos superamos.

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