
Quando me vieres buscar
com teu olhar molhado
tua boca de palavras secas
teu corpo de brinquedos
parco de irreverências,
quando acolheres meu rosto
entre teus seios que não poderei beijar,
quando quiser te fazer esperar
para acariciar cada partícula de teu ser
até levar-te à loucura,
e quando
numa fração de tempo compreender
que és tão real
quanto a vida mil vezes vivida
agora esmorecendo sem pressa,
pela primeira e última vez
me deixarei vencer...
Mesmo assim,
ante tua beleza inatingível
só poderei dizer:
- Que merda!
Valparaíso/Chile - nov/98
É um poema litúrgico... chegada a hora, que poderemos dizer...
ResponderExcluirCaião, diante destas circunstâncias, bota 'm' nisso! Abraço
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