23 de mar de 2014

Trânsfugas

Caio Martins 
















(img: - cvm - jakie/71)

Te vais de mim
assim mansamente
como um sopro, um
frágil suspiro...

Me deixas na pele
trilhas imprecisas
em meus olhos tua voz
a dizer que me amas.

Por tudo teu cheiro
na boca teu gosto
na cama a calcinha
na mente o caos.

E te esvais de mim...
Eu deveria morrer de desgosto!

Mas, amor, vens e teu poeta
trânsfuga irreparável
dentre tantas Musas vadias
abre porta, braços, geladeira...

Somos depois, enfim,
- entre uma cerveja vulgar
e prosaicas batatas fritas -
o mesmo verso tosco
a mesma torpe poesia.

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