12 de jun de 2011

TEUS PASSOS

Caio Martins













(img: cvm - leca35 - 2007)



Te diria todas as palavras
me denunciarias em quaisquer gestos
e náufragos, bêbados, tontos
me perderia em teus caprichos
irremediavelmente
até rasgar-me nos cacos
de teu riso cristalino de mulher...

Até
deixares teus cheiros em meu espaço
rastros de tuas garras em minha pele
e em minha boca teu gosto de (a)mar...

Até
ver a porta que abriste
incerta
fechar-se após teus passos desertos.

Até
alçares, liberta, teu voo
após dizer-me até sempre...
quem sabe...
nunca mais...

(aeroporto de congonhas - 25/12/07)
 

5 comentários:

  1. Milton Martins12/6/11 10:59

    Caio
    Esses amores passageiros que ficam...forever.
    Abraço
    Milton Martins

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  2. teresinha oliveira12/6/11 16:42

    O amor para sempre, na certeza do nunca mais.
    Bahia/1997 Teresinha Oliveira

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  3. Belo poema, Caio! É daqueles que podem e devem ser lidos de trás para frente - não pelo conteúdo das palavras, mas pela cronologia emocional existente no contexto.

    Beijos

    Márcia

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  4. Até, até, "até que o mundo se acabar.
    Eu, chorei, chorei demais..."

    Lembra a música, Caio.
    Abraço,
    Jorge

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  5. Caro Milton, e ficam... Alguns como luz na alma, outros como cicatrizes...

    Teresinha, que frase mais lírica:
    O amor para sempre
    Na certeza do nunca mais...

    Sensação de nascimento de um belo poema! Não o deixe acanhado: dê-lhe órbita e trajetória...

    Márcia, realmente sua observação me surpreendeu... Li pelo avesso, o sentido permanece mas a emoção transparece. Não por acaso me espelho no seu talento e me inspiro na sua sensibilidade.

    Mestre Jorge, se tivermos de chorar por alguma coisa, que seja por amar demais... "Se não tivesse o amor", sua referência, certo? "Melhor era tudo se acabar..."

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Na busca da excelência aprende-se mais com os inimigos que com os amigos. Estes festejam todas nossas besteiras e involuímos. Aqueles, criticam até nossos melhores acertos e nos superamos.

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