26 de ago de 2010

COISAS TUAS

Caio Martins











(img: dance3 - isabel fillipe)

Teus passos leves
tuas palavras mansas
tua presença...

Teu sorriso calado
teus gestos inconsúteis
teu pejo...

Teus momentos breves
tua entrega esconsa
tua fragrância...

Teu ser entranhado
teus nãos inúteis
teu beijo...

É quando, febril,
te suplico angustiado:
Vem, amor! Dançamos uma valsa?

Tua ausência...





(Valsinha - Chico Buarque e Vinícius de Moraes)

11 comentários:

  1. "Dançamos mais uma valsa?". E o mundo fica mais leve, a vida mais intensa, a alma mais contente.
    Bem colocado, Caio.

    Abraço,
    Jorge

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  2. Coisa mais linda, Caio!
    O poema tem um movimento todo especial. E é de uma delicadeza ímpar. Sabe o que toca fundo? O cuidado nas palavras.
    Pegou na veia... Belíssimo!

    Beijos

    Márcia

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  3. Ouço música por aqui... Beleza de poema, Caio. bjo!

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  4. Sorriso calado, dentre tantas outras espécies de sorriso.

    Saudades daqui :)

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  5. O movimento do poema é musical, fiel ao título. Leva o leitor na cadência amorosa, de 'presença','sorriso calado': a mulher aos poucos conquistada. E´uma valsa. Mas que acaba num corte abrupto. Diferente da Valsinha do Chico. Você faz o caminho inverso de modo convincente;tem grande força esse anti-clímax.
    Abraço
    da
    Aracéli.

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  6. Belíssima dança em versos...

    esta semana estou nos Homens Hediondos

    abraço

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  7. Jorge, só quem tem uma Dª. Ana na vida para saber dessas coisas, n'é não? Abração aos dois. Boa valsa!

    Márcia, na forma, ele vem "quase" em três compassos, até ser "quebrado". No conteúdo é, ao mesmo tempo, a realidade e o imaginário, de aí a delicadeza tentada e o cuidado com as palavras. Que bom que tenha gostado, minha querida amiga.

    Nydia, sentimentos e sensações há que se sabem essencialmente musicais. Suas palavras muito me honram, vindas de poetisa de primeira grandeza.

    Vanessa, há diferença entre rir e sorrir... Quando vem calado, é que não há palavras para expressar a conformidade. Ou a ternura, talvez. Volte sempre, a casa é sua.

    Pois é, Aracéli... De vez em quando a gente acerta, n'é? Beijos, maninha.

    Juan, obrigado pelas palavras e pela visita, meu Mestre. Tratarei de localizar o espaço e, se possível, prestigiar sua presença. Forte abraço.

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  8. Um belo poema.
    Parabéns.

    Gostei de ver a minha imagem associada ao mesmo.

    bjs

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  9. Isabel, sou muito grato pela sua presença, aqui. A imagem parece ter sido feita de propósito para o poema. Acompanho seu belíssimo trabalho e, ainda hoje, lançarei seu blog na coluna "Recomendamos".
    É uma honra, homenageá-la. Beijos.

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  10. que poeta que vc é.... fiquei sem ar, esperando, esperando.... ah, bom saber como pensam os homens...

    adorei o novo visu!

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  11. Walkyria, obrigado pela visita e palavras. Na essência, somos todos iguais e complementares. Marcar as diferenças é propiciar o encontro.
    Beijos, volte sempre, viu?

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Na busca da excelência aprende-se mais com os inimigos que com os amigos. Estes festejam todas nossas besteiras e involuímos. Aqueles, criticam até nossos melhores acertos e nos superamos.

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