7 de set de 2009

ETÉREA


Caio Martins












(img: cvm - lecazul - em “mulher, imagens e poemas” - 2001.

Por que fui querer assim
essa mulher de mistérios
que fala de amores perfeitos
e das sombras uiva à Lua
em cio, fogo, desconcerto...

Por que, querer assim essa mulher
perder o sono, a sede, a fome
ficar transtornado de desejo
se a sei eterna, louca, desconforme
e me desfaz em cacos, quando a vejo...

Ah! por que fui querer assim
essa mulher imprevista e fugidia
que oscila entre fuga e reconquista,
que me retalha e consome, feito
um anjo perdido, uma vadia...

7 comentários:

  1. Anônimo9/9/09 00:28

    Depois que a paixão se instala ferrou com qualquer um e a fotoarte é capaz de fazer qualquer um se apaixonar.... A garota é linda demais!!

    Otávio de Castro - RS

    ResponderExcluir
  2. Eita, Caião! Pegou pesado. Esta paixão foi sofrida! Eu compreendo. A Vida não teria a menor graça sem o amor...

    Abraço

    Jorge

    ResponderExcluir
  3. Otávio: obrigadão pela visita e o pitaco, realmente paixão é coisa complicada. Quanto à ilustração, Leca é uma das melhores pessoas que conheço, e gentilmente cedeu o material para a arte, o que é um privilégio. Volte sempre.

    Jorjão: esse texto teria música, no melhor estilo de bolero brega, depois não aconteceu. Escrito depois de ouvir longa história de dor de cotovelo, num boteco. É parte de uma exposição de poemas sobre imagens, o "Mulher, imagens e poemas", feita pelo Pró-Memória de São Caetano do Sul em 1999. Bom, que gostou. E, como vai de "tuiti"?

    ResponderExcluir
  4. Belo poema, Caio. Mas chamá-la de vadia não é justo não...rss...afinal, ela é tão intensamente amada exatamente por ser assim. Ou não? ;-)

    Beijos

    Márcia

    ResponderExcluir
  5. Márcia: Há um verso de Fernando Pessoa, que diz assim:

    O poeta é um fingidor.
    Finge tão completamente
    Que chega a fingir que é dor
    A dor que deveras sente.


    Muitas vezes ou quase sempre, incorporamos a dor alheia. Esses estados lastimáveis, bem bolerosos ao estilo de Adelino Moreira, são caricatos porém extremamente dramáticos. Ou o anjo perdido vira um canalha, ou uma "vadia" - culpado ou inocente. Livrai-me, musas e deuses, de cair em tal tormento...

    Beijos, obrigado pela existência. O mundo fica mais iluminado.

    ResponderExcluir
  6. Ah essa mulher que todas nós temos um pouco..rs

    ResponderExcluir
  7. Christi: E demos, todos, graças a Deus...

    ResponderExcluir

Na busca da excelência aprende-se mais com os inimigos que com os amigos. Estes festejam todas nossas besteiras e involuímos. Aqueles, criticam até nossos melhores acertos e nos superamos.

Categorias, temas e títulos

Seguidores