13 de jul de 2009

AMAR


Caio Martins











(img: cvm - leca98 - em "mulher, imagens e poemas")

Deixar-me de novo naufragar
fundo
nesse temerário mar noturno
de tua maneira de amar
improvisada, aos pedaços
eterno recomeçar
sem busca, sem destino.

Deixar o corpo
abusar de sua linguagem
mergulhado em tua tepidez inquieta
simples como um menino
nem um deus, nem um poeta.

Mas, no instante seguinte ao instante
de meu soçobro e teu delírio
de novo lançaria ao mar
este amor feito de nada.

Só caprichos, desatinos...

6 comentários:

  1. Belo poema Mestre Venâncio. Sai da cadeia, no poema anterior, para entrar nas derrocadas da paixão por caminhos tortuosos, nem que a risco de naufrágio e desalento. Ambas são situação de risco...

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  2. Uma tocada só, com ritmo. Dá gosto de ler. "Este amor feito de nada."
    Será mesmo?

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  3. Esse naufragar intenso num desatinado amor, calor, ardor, nos traz aquela sensação de que podemos tocar a linha tênue entre o certo e o errado, o melhor e o nem tanto.., o sabor e a degustação..

    Forte aqui, gosto disso.
    Querido, feliz de ler suas palavras, de ser lida, de compartilhar sempre..

    Vou ler o e-mail que me enviou pra saber como ser abduzida para o blogue do boteco, que quero fazer parte, meio marota, meio aprendiz, mas querendo aprender com os grandes..
    Beijos na alma.

    Chris

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  4. Caio, fui te incluir nos links, mas não atualiza o seu feed, que tem que fazer...
    Tem uma opção de gadget de feeds, que talvez você não tenha incluído, que assim toda vez que postar algo, vai atualizar automaticamente pra quem estiver te linkado.
    Está sem essa opção.
    Dá uma olhada nos elementos da página do seu blog.

    Beijos

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  5. Dunch : é, creio que no fim, tudo tem a ver. Prefiro, todavia, as paixões, quando se trata de situações de risco...
    Jorjão : é só para contrariar a física, tradicional ou quântica, quanto a nada surgir do nada... Quando a paixão avassala, tudo perde o sentido.
    Christi: não serás abduzida: seres cósmicos tornam-se parte da tripulação... Envio mensagem em seguida sobre o Boteco. Serás festejadamente recebida (aquele trem tinha testosterona demais, final e felizmente as meninas vão ocupando os espaços). Muito teremos, os dinossauros, a aprender contigo. Isso é muito bom. E, vamo que vamo!

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  6. Lindo poema, intenso e melodioso como o viajar pelo amor sem destino. Um passeio pelo coração de um menino que se entrega e no fim, já poeta, se desfaz do que parece não ter razão.

    Obrigada pela partilha, Caio!

    Beijos

    Márcia

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Na busca da excelência aprende-se mais com os inimigos que com os amigos. Estes festejam todas nossas besteiras e involuímos. Aqueles, criticam até nossos melhores acertos e nos superamos.

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