21 de mai de 2009

CORPOS


Caio Martins










(img: cvm - leca99 - “mulher, imagens e poemas”.)

Sempre
a mesma bebida amarga
essa distância imprudente
impudica e reticente
as frases largas de sempre.

Como se não houvesse
nas mesmas taças
o mesmo vinho
o mesmo veneno sutil
esperando em nossas veias.

Tudo seria tão fácil, transparente
se dos corpos em estilhaço, os copos
falassem sua linguagem sólida
sem espantos nem encantos
frágeis como metais.

3 comentários:

  1. A difícil supostamente vida fácil, retratada por Caio Venâncio Martins. Aqule abraço, parabéns.

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  2. Nas nossas veias não corre sangue puro. O vinho inebriante dos sonhos e o fatal veneno das bruxas e bruxinhas estão sempre presentes.
    Muito bom, Venâncio.

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  3. Talita Bueno24/5/09 22:57

    Esse veneno sutil da paixão deixa de fato as pessoas em estilhaços. Dificil é catar os caquinhos e pôr tudo de volta no lugar.

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Na busca da excelência aprende-se mais com os inimigos que com os amigos. Estes festejam todas nossas besteiras e involuímos. Aqueles, criticam até nossos melhores acertos e nos superamos.

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