6 de mar de 2009

ELIS

Caio Martins









img:aol.com/1982

Ah! Elis, que paixão...

Essa tua voz
de macio diamante
rasgando minhas veias
essa lágrima em dó menor
lascivamente molhando tua boca
e esse timbre mágico
corroendo um resto de esperança.

Essa mulher cósmica,
cômica,
alegremente triste
miúda e estranha
muda o lado do coração
em meu peito
feito menino
que pela primeira vez vê moça nua!

E a saudade, Elis
e o soluço, Elis
e a paixão explode nova
e como sempre dói
como sóe doer
a desesperança de vida
dessa pobre menina
morta entre um agudo
que comove o verso torpe
e uma porção de cocaína...

2 comentários:

  1. Adorei, Caio!
    Gostamos de algumas coisas em comum. Duas delas: crônicas e Elis!!!Bjs

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  2. É, Caio...Elis faz falta mesmo... Inda bem que, em sendo cósmica, continua firme em nossos corações.
    Lindíssimo poema!

    Beijos

    Márcia

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Na busca da excelência aprende-se mais com os inimigos que com os amigos. Estes festejam todas nossas besteiras e involuímos. Aqueles, criticam até nossos melhores acertos e nos superamos.

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